ROUBARAM O SEU CORPO OU ELE RESSUSCITOU?

Por Pr. Joel Paulo - 19 de abril de 2014

JOÃO 20: 1-9

 

O texto  ,tem como divisão duas  unidades que , conquanto autônomas, são simultaneamente intercambiáveis. São elas:20:1-18 ,20:19-29. A primeira tem inicio com Maria  Madalena indo ao sepulcro..A segunda  a partir do verso 19 com os discípulos em uma casa  com medo dos judeus.

Foi de madrugada. Possivelmente a que horas? Uma , três ou seis horas ? O “primeiro dia da semana “ começara  às 18 horas do sábado segundo a cronologia judaica. Então a que horas? João informa “de madrugada, ainda escuro”. Como eles viram o interior do sepulcro, se era escuro?   Madalena foi só? Observe o  final do verso 3, a cláusula  “ e não sabemos.” Quem revolveu a pedra? Foram  os anjos?

Mas, aqui temos algumas questões: a)  Maria não teria se enganado e errou o lugar onde fora Jesus sepultado na tarde da sexta? Entretanto, como conciliar este raciocínio com o contexto anterior que reza :“ Então José,de Arimatéia …e também Nicodemos ( citado no capítulo 3:1s e presumivelmente seguidores de Jesus) ..no lugar, havia um jardim, e neste um sepulcro novo ..”(19:38 a 42) b) Jesus não morreu de fato, mas desmaiou? E as pernas quebradas?(19:31-37) c) É confiável o testemunho das mulheres? É importante notar que os evangelhos são unânimes em afirmar que Jesus “ apareceu primeiro a Maria  Madalena “ ou , de uma forma abrangente às mulheres. Quais as implicações destas aparições em uma sociedade  andocêntrica ? d) E se os discípulos roubaram o corpo de Jesus? (Mateus 28:11-15)

O  verseto 2,  é para mim , a chave hermenêutica da pericope. Maria “ corre” e vai  à casa de João e Pedro ,ou a casa de João e depois à casa de Pedro? Dá a seguinte notícia: “Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o  puseram.” Aqui ela  usa o plural “ não sabemos”. Então, ela não estava só? Porque se omite  a possível presença de alguém com Maria? Quem estava com ela? Pedro e João foram ao sepulcro. O texto notifica “ambos corriam juntos “, mas João chega primeiro? Por que ?

João para à entrada do túmulo, mas Pedro chega e entra. Ambos “viram os lençóis de linho” usados pelos que prepararam o corpo de Jesus. Entretanto, um detalhe , e detalhe em exegese em geral  contém informações decisivas. João , pressupondo que o “ outro discípulo “ é o próprio autor do texto , diz que Pedro viu “ o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, que não estava com os lençóis , mas deixado num lugar à parte”. A NIV traduz “deixado dobrado “.O termo grego favorece a interpretação da NIV. Observe  o contexto posterior, ou seja 21:24. No verso oito tomamos conhecimento que os dois discípulos viram e creram. Creram em quê? Na informação de Maria contida no verso 2 ,na ressurreição de Jesus? Se creram na ressurreição por que não falaram nada para Maria e voltaram para casa? E como conciliar tal pressuposto com as informações dos versos 19 e26? O verso nove é um comentário de João, após o fato ocorrido, “de que não creram porque “ainda não tinha compreendido a Escritura”.(Jo 2:19-22) Os sinóticos , especialmente Lucas, subordina a crença na ressurreição à compreensão da Escritura. Mas, a qual Escritura este contexto joanino alude? Examine-se a conversa de Jesus com os dois discípulos que deixavam Jerusalém e iam para Emaús, aldeia  distante de Jerusalém 11 onze estádios? Esta unidade , a esta altura ,já deixa-nos com algumas questões : a) o que João tencionava transmitir ao narrar o fato? b) É verdade que o túmulo vazio não gerou fé nos discípulos? c) Os lençóis não eram indicações mais da ressurreição do que da tese do roubo? d) Lucas 24: 32 , induz a se pensar que a experiência não gerou fé nos discípulos?

“Os discípulos voltaram para casa “, assim a NIV divide a perícope, é mais lógico e agradável. Não emitem o que deduziram da informação de Maria e, aliás , não lhe dirigem uma palavra. O ambiente é de decepção? Por quê o silêncio dos discípulos e a permanência de Maria “ junto à entrada do túmulo…chorando”? Enfim, em que creram? Maria  “ ficou à entrada do sepulcro” chorando , reza o texto. Chorando, ela olha o interior do túmulo e vê dois anjos. Como entender que só agora ela  olha o sepulcro e como entender a visão de dois anjos? Como ela percebeu que eram anjos e não homens? E também , observa-se que o texto não informa que ela viu os lençóis, por que não? Há então dois diálogos , um com os anjos dentro do túmulo e outro com Jesus, fora do túmulo. Por que Maria não reconheceu Jesus? Por que ela só O reconheceu quando ele disse em aramaico: ”Maria!” Diante do quadro o texto declara que Maria tentou “deter”,(RA)”segurar”, (NIV)“reter” (AM)o Senhor. O que estas expressões querem dizer e porque Jesus não permite que seja tocado, especialmente diante da informação do verso 27 da narrativa? Jesus lhe dá uma ordem e ela vai , encontra-se com os “discípulos” e anuncia-lhes alegremente: “ Vi o Senhor!”(Lucas 24:34) Diante destas  ponderações, sugiro que  pare e pense: 1º) A ressurreição  é  um fato histórico verificável? 2º) Jesus está vivo, logo é o que dizia ser, o Senhor? 3º) Jesus está vivo, logo nada nos separará de Deus? ( Romanos 8:26-39)

I ª JOÃO: ESBOÇO.

Por Pr. Joel Paulo - 13 de maio de 2014

 

1º ESTUDO DA EPÍSTOLA DE JOÃO

I JOÃO 5: 13-19

  1. I.                O Prefácio. (1:1-4)

 

  1. II.             A Mensagem Apostólica e Suas Implicações Morais. (1:5-2;2)

 

  1. A negação de que o pecado rompe a nossa comunhão com Deus. (1:6-7)
  2. A negação de que existe pecado em nossa natureza. (1:8-9)
  3. A negação de que o pecado se mostra em nossa natureza. (1:10-2:2)

 

  1. III.           Primeira Aplicação das Provas. (2:3-27)

 

  1. Obediência , ou a prova moral. (2:3-6)
  2. Amor, ou a prova social. (2:7-11)
  3. Digressão acerca da Igreja. (2:12-14)
  4. Digressão acerca do mundo. (2: 15-17)
  5. Fé, ou a prova doutrinária. (2:18-27)

 

  1. IV.          Segunda Aplicação das Provas. (2:28-4-6)

 

a. Uma elaboração da prova moral : justiça. (2;28-3:10)

b. Uma elaboração da prova social: amor. (3:11-18)

c. Digressão acerca da segurança e do coração que acusa .(3:19-24)

d. Uma elaboração da prova doutrinária.: fé. (4:1-6)

V. Terceira Aplicação das Provas. (4:7-5:5)

a. Mais uma elaboração da social : amor.( 4:1-6)

b. Combinação das provas doutrinárias e social. (4:13-21)

c. Combinação das  três provas.(5:1-5)

 

  1. V.             As Três Testemunhas e a Nossa Consequente Segurança. (5:16-17)

 

  1. A três testemunhas. ( 5:6-12)
  2. A nossa consequente segurança. (5:13-17)

 

VII. Três Afirmações e uma Exortação para Concluir. (5:18-21)

 

AME E FAÇA O QUE QUISER .

Por Pr. Joel Paulo - 30 de abril de 2014

I JOÃO 1:1-4

Já percebemos que I João é escrita para “ saberdes que tendes a vida eterna , a outros que credes em o  nome do Filho de Deus.”(I João5:13)Também sabemos que o Gnosticismo, infiltrado nas igrejas de João, em rigor ,pregava que a “ carne é má e a salvação do espírito se dá através da gnose , isto é, de alguma forma de iluminação interior ou coisa que o valha.” Isto gerava algumas consequências .Em primeiro lugar, Jesus , o Filho de Deus não pode ter se encarnado. Os gnósticos não negavam que Jesus existira , apenas diziam que Jesus não podia ser o Messias porque a matéria é má e Deus jamais se tornaria carne pecaminosa. O raciocínio é sutil como o é todo ensino apóstata. Quando muito , diziam os docetistas, Jesus tinha uma aparência de homem ,mas a rigor, não era homem, quiçá um fantasma. O Jesus que morreu na Cruz não era o Filho de Deus , mas um judeu comum e louco. Em segundo lugar, o pensamento gnóstico dividia a igreja entre psíquicos e pneumáticos, ou seja, os homens ordinários e os  homens do Espírito. Destarte, a igreja era dividida em duas classes e dentro da cosmovisão joanina só há dois tipos de pessoas “ Filhos de Deus “ e “ Filhos do Diabo.”(João 1:12,8:44) Isto destruía a  probabilidade de comunhão , da prática do amor , que para João é a essência do “ andar na luz”.( I João 1:7) Dizem que já bem idoso quando levado para a Igreja , o velho apóstolo dizia aos seus irmãos : “ Filhinhos, amai-vos uns aos outros “. De tanto repetir tal máxima , um dia inquiriram-no: “Mestre ,por que o senhor sempre nos diz isto?” Ele respondeu: “Se amardes uns aos uns  aos outros , guardais o principal mandamento de Deus”.Não é por acaso que se atribui ao grande Sto. Agostinho a frase epígrafe desta meditação. Se você amar , você é livre para qualquer coisa. O amor é o parâmetro da ética  porque não gera libertinagem. Em terceiro lugar, sem uma base histórica verificável, não há Cristianismo, Jesus não é exclusivo, a igreja é uma alternativa, mas “ não a coluna e baluarte da verdade “.( 1 Timóteo 3:14-16)Desta  forma , entremos no corpo da epístola , exegetizando a introdução, peculiar e abrangente. João se distingue dos outros hagiógrafos, uma vez que, o exórdio não  faz referência a ninguém e nem ele mesmo se identifica. Continua.

PERSONALISMO OU PLURALISMO?

Por Pr. Joel Paulo - 23 de abril de 2014

I CORÍNTIOS 1-4

Estes primeiros 4 capítulos de I Coríntios é a introdução da carta, em rigor, a tentativa de Paulo de estabelecer parâmetros a fim de responder as perguntas que as igrejas de Corinto lhe faziam. Ele afirma que soube pelas fontes já aduzidas que havia ciúmes , divisões ,contendas, personalismos. Alguns eruditos interpretam tais conflitos  e a existência de partidos como algo de preferência simplesmente , sem uma conotação epistemológica. Tenho minhas dúvidas. Presumo que os conflitos , não propriamente gerados  pelos cabeças dos partidos, mas os irmãos se identificavam com ênfases de cada líder e  formavam o seu grupo. Um fator sociológico determinante sugerido por Jerome Murphy-O’Connor é que a igrejas , na verdade , se reunia em grupos de no máximo 50 pessoas em casa diferentes, e aí, cada grupo seguia o pensamento do seu dirigente ,com suas ênfases e idiossincrasias.((1:11,16:15,19) Tentemos deste raciocínio, detectar as unidades e suas peculiaridades. Em primeiro lugar , há o grupo de Pedro. ((1:12) Em princípio, não é verdade plausível pensar-se que Pedro estava em Corinto. O Novo Testamento é silente, mas com certeza havia pessoas que conheceram o Evangelho via instrumentalidade petrina e é explícito que houve problemas entre Paulo, Apolo, Pedro nos primórdios. Observe-se Gálatas 1-2, Atos 15 como foco. Pedro , malgrado a experiência de Jope (Atos 10:17-48), a decisão do Concílio de Atos 15, o confronto com Paulo segundo Gálatas 2:11-16, sempre teve simpatia pelos judaizantes. Em tese , este grupo dizia o seguinte: “ Você pode ser um bom cristão, mas se não se  circuncidar , esta fora da Aliança.” Este tipo de Cristianismo convivia bem com o Judaísmo e , em princípio, o Império Romano não notou a diferença. Com a morte de Estevão e a experiência de Paulo no Caminho de Damasco, o divisor de águas surgiu. O Cristianismo que até então era uma extensão do Judaísmo se tornou uma seita. Mas, heresia é heresia , desaparece aqui e surge ali, sempre com capacidade hercúlea de adaptação aos novos tempos. Em Corinto lá estava os representantes deste grupo . Em segundo lugar , temos o grupo que dizia : “ Eu sou de Apolo”.(I Coríntios 3:4) É bom que se explicite que Paulo, cria que tudo era uma questão de “ infantilidade doutrina , de compreensão da Cruz “ e não dos líderes. Não se nota ,por exemplo, problemas entre Paulo e Apolo. Por outro lado, a vinda de Apolo, provavelmente de Alexandria segundo Lucas em Atos 18:24-28.Lucas suscita algumas questões ,como por exemplo, Apolo era originário de Alexandria e com certeza sofreu influência Filon de Alexandria, mestre de retórica  e um gnóstico exponencial. Outrossim, Lucas  quando fala de Apolo, insinua que ele conquanto excelente orador não dominava bem as implicações do Evangelho. Até que ponto Priscila e Áquila o ajudaram? O gnóstico subestimava  a encarnação, considerava a matéria má, e o conhecimento era o trampolim para a purificação do espírito, sem nenhuma interferência de Cristo. Daí se pressupor que o grupo que nega a ressurreição de Cristo em Corinto era justamente os simpatizantes da teologia de Apolo.( I Coríntios 15:12) Entretanto, não há evidência de Apolo ter pregado qualquer tipo de gnosticismo e Paulo sempre o considerou um bom compa nheiro de ministério. E o grupo que se intitulava  “ somos de Paulo?” Tudo indica ser os que defendiam e anuiam ao pensamento de Paulo. Não vemos muito claramente este grupo na carta. Seria os irmãos que concordavam com o pensamento de Paulo exposto nas respostas dadas com certeza aos outros grupos, especialmente os “pneumáticos”. Há por toda a carta uma tensão entre Paulo  e estes. E o grupo de Cristo? Presumo que a identificação clara destes grupos está na resposta que Paulo constrói quando aborda as questões lhe são enviadas .

PERSONALISMO OU PLURALISMO?

Por Pr. Joel Paulo - 23 de abril de 2014

I CORÍNTIOS 1-4

Estes primeiros 4 capítulos de I Coríntios é a introdução da carta, em rigor, a tentativa de Paulo de estabelecer parâmetros a fim de responder as perguntas que as igrejas de Corinto lhe faziam. Ele afirma que soube pelas fontes já aduzidas que havia ciúmes , divisões ,contendas, personalismos. Alguns eruditos interpretam tais conflitos  e a existência de partidos como algo de preferência simplesmente , sem uma conotação epistemológica. Tenho minhas dúvidas. Presumo que os conflitos , não propriamente gerados  pelos cabeças dos partidos, mas os irmãos se identificavam com ênfases de cada líder e  formavam o seu grupo. Um fator sociológico determinante sugerido por Jerome Murphy-O’Connor é que a igrejas , na verdade , se reunia em grupos de no máximo 50 pessoas em casa diferentes, e aí, cada grupo seguia o pensamento do seu dirigente ,com suas ênfases e idiossincrasias.((1:11,16:15,19) Tentemos deste raciocínio, detectar as unidades e suas peculiaridades. Em primeiro lugar , há o grupo de Pedro. ((1:12) Em princípio, não é verdade plausível pensar-se que Pedro estava em Corinto. O Novo Testamento é silente, mas com certeza havia pessoas que conheceram o Evangelho via instrumentalidade petrina e é explícito que houve problemas entre Paulo, Apolo, Pedro nos primórdios. Observe-se Gálatas 1-2, Atos 15 como foco. Pedro , malgrado a experiência de Jope (Atos 10:17-48), a decisão do Concílio de Atos 15, o confronto com Paulo segundo Gálatas 2:11-16, sempre teve simpatia pelos judaizantes. Em tese , este grupo dizia o seguinte: “ Você pode ser um bom cristão, mas se não se  circuncidar , esta fora da Aliança.” Este tipo de Cristianismo convivia bem com o Judaísmo e , em princípio, o Império Romano não notou a diferença. Com a morte de Estevão e a experiência de Paulo no Caminho de Damasco, o divisor de águas surgiu. O Cristianismo que até então era uma extensão do Judaísmo se tornou uma seita. Mas, heresia é heresia , desaparece aqui e surge ali, sempre com capacidade hercúlea de adaptação aos novos tempos. Em Corinto lá estava os representantes deste grupo . Em segundo lugar , temos o grupo que dizia : “ Eu sou de Apolo”.(I Coríntios 3:4) É bom que se explicite que Paulo, cria que tudo era uma questão de “ infantilidade doutrina , de compreensão da Cruz “ e não dos líderes. Não se nota ,por exemplo, problemas entre Paulo e Apolo. Por outro lado, a vinda de Apolo, provavelmente de Alexandria segundo Lucas em Atos 18:24-28.Lucas suscita algumas questões ,como por exemplo, Apolo era originário de Alexandria e com certeza sofreu influência Filon de Alexandria, mestre de retórica  e um gnóstico exponencial. Outrossim, Lucas  quando fala de Apolo, insinua que ele conquanto excelente orador não dominava bem as implicações do Evangelho. Até que ponto Priscila e Áquila o ajudaram? O gnóstico subestimava  a encarnação, considerava a matéria má, e o conhecimento era o trampolim para a purificação do espírito, sem nenhuma interferência de Cristo. Daí se pressupor que o grupo que nega a ressurreição de Cristo em Corinto era justamente os simpatizantes da teologia de Apolo.( I Coríntios 15:12) Entretanto, não há evidência de Apolo ter pregado qualquer tipo de gnosticismo e Paulo sempre o considerou um bom compa nheiro de ministério. E o grupo que se intitulava  “ somos de Paulo?” Tudo indica ser os que defendiam e anuiam ao pensamento de Paulo. Não vemos muito claramente este grupo na carta. Seria os irmãos que concordavam com o pensamento de Paulo exposto nas respostas dadas com certeza aos outros grupos, especialmente os “pneumáticos”. Há por toda a carta uma tensão entre Paulo  e estes. E o grupo de Cristo? Presumo que a identificação clara destes grupos está na resposta que Paulo constrói quando aborda as questões lhe são enviadas .

ROUBARAM O CORPO OU ELE RESSUSCITOU?

Por Pr. Joel Paulo - 19 de abril de 2014

JOÃO 20: 1-9

 

O texto  ,tem como divisão duas  unidades que , conquanto autônomas, são simultaneamente intercambiáveis. São elas:20:1-18 ,20:19-29. A primeira tem inicio com Maria  Madalena indo ao sepulcro..A segunda  a partir do verso 19 com os discípulos em uma casa  com medo dos judeus.

Foi de madrugada. Possivelmente a que horas? Uma , três ou seis horas ? O “primeiro dia da semana “ começara  às 18 horas do sábado segundo a cronologia judaica. Então a que horas? João informa “de madrugada, ainda escuro”. Como eles viram o interior do sepulcro, se era escuro?   Madalena foi só? Observe o  final do verso 3, a cláusula  “ e não sabemos.” Quem revolveu a pedra? Foram  os anjos?

Mas, aqui temos algumas questões: a)  Maria não teria se enganado e errou o lugar onde fora Jesus sepultado na tarde da sexta? Entretanto, como conciliar este raciocínio com o contexto anterior que reza :“ Então José,de Arimatéia …e também Nicodemos ( citado no capítulo 3:1s e presumivelmente seguidores de Jesus) ..no lugar, havia um jardim, e neste um sepulcro novo ..”(19:38 a 42) b) Jesus não morreu de fato, mas desmaiou? E as pernas quebradas?(19:31-37) c) É confiável o testemunho das mulheres? É importante notar que os evangelhos são unânimes em afirmar que Jesus “ apareceu primeiro a Maria  Madalena “ ou , de uma forma abrangente às mulheres. Quais as implicações destas aparições em uma sociedade  andocêntrica ? d) E se os discípulos roubaram o corpo de Jesus? (Mateus 28:11-15)

O  verseto 2,  é para mim , a chave hermenêutica da pericope. Maria “ corre” e vai  à casa de João e Pedro ,ou a casa de João e depois à casa de Pedro? Dá a seguinte notícia: “Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o  puseram.” Aqui ela  usa o plural “ não sabemos”. Então, ela não estava só? Porque se omite  a possível presença de alguém com Maria? Quem estava com ela? Pedro e João foram ao sepulcro. O texto notifica “ambos corriam juntos “, mas João chega primeiro? Por que ?

João para à entrada do túmulo, mas Pedro chega e entra. Ambos “viram os lençóis de linho” usados pelos que prepararam o corpo de Jesus. Entretanto, um detalhe , e detalhe em exegese em geral  contém informações decisivas. João , pressupondo que o “ outro discípulo “ é o próprio autor do texto , diz que Pedro viu “ o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, que não estava com os lençóis , mas deixado num lugar à parte”. A NIV traduz “deixado dobrado “.O termo grego favorece a interpretação da NIV. Observe  o contexto posterior, ou seja 21:24. No verso oito tomamos conhecimento que os dois discípulos viram e creram. Creram em quê? Na informação de Maria contida no verso 2 ,na ressurreição de Jesus? Se creram na ressurreição por que não falaram nada para Maria e voltaram para casa? E como conciliar tal pressuposto com as informações dos versos 19 e26? O verso nove é um comentário de João, após o fato ocorrido, “de que não creram porque “ainda não tinha compreendido a Escritura”.(Jo 2:19-22) Os sinóticos , especialmente Lucas, subordina a crença na ressurreição à compreensão da Escritura. Mas, a qual Escritura este contexto joanino alude? Examine-se a conversa de Jesus com os dois discípulos que deixavam Jerusalém e iam para Emaús, aldeia  distante de Jerusalém 11 onze estádios? Esta unidade , a esta altura ,já deixa-nos com algumas questões : a) o que João tencionava transmitir ao narrar o fato? b) É verdade que o túmulo vazio não gerou fé nos discípulos? c) Os lençóis não eram indicações mais da ressurreição do que da tese do roubo? d) Lucas 24: 32 , induz a se pensar que a experiência não gerou fé nos discípulos?

“Os discípulos voltaram para casa “, assim a NIV divide a perícope, é mais lógico e agradável. Não emitem o que deduziram da informação de Maria e, aliás , não lhe dirigem uma palavra. O ambiente é de decepção? Por quê o silêncio dos discípulos e a permanência de Maria “ junto à entrada do túmulo…chorando”? Enfim, em que creram? Maria  “ ficou à entrada do sepulcro” chorando , reza o texto. Chorando, ela olha o interior do túmulo e vê dois anjos. Como entender que só agora ela  olha o sepulcro e como entender a visão de dois anjos? Como ela percebeu que eram anjos e não homens? E também , observa-se que o texto não informa que ela viu os lençóis, por que não? Há então dois diálogos , um com os anjos dentro do túmulo e outro com Jesus, fora do túmulo. Por que Maria não reconheceu Jesus? Por que ela só O reconheceu quando ele disse em aramaico: ”Maria!” Diante do quadro o texto declara que Maria tentou “deter”,(RA)”segurar”, (NIV)“reter” (AM)o Senhor. O que estas expressões querem dizer e porque Jesus não permite que seja tocado, especialmente diante da informação do verso 27 da narrativa? Jesus lhe dá uma ordem e ela vai , encontra-se com os “discípulos” e anuncia-lhes alegremente: “ Vi o Senhor!”(Lucas 24:34) Diante destas  ponderações, sugiro que  pare e pense: 1º) A ressurreição  é  um fato histórico verificável? 2º) Jesus está vivo, logo é o que dizia ser, o Senhor? 3º) Jesus está vivo, logo nada nos separará de Deus? ( Romanos 8:26-39)

A ORAÇÃO NÃO MUDA A MENTE DE DEUS, MAS MUDAS AS COISAS?

Por Pr. Joel Paulo - 14 de abril de 2014

FILIPENSES 4: 12-13

Deus é   imutável  e o homem  após a queda é livre para fazer o  que não deve , o seu livre arbítrio é limitado. Aí , vem aquela  pergunta : Se Deus sabe todas as coisas por que orar? A oração vai mudar a mente de Deus? Não , mas vai trazer à existência  as coisas que Deus predeterminou. Expliquemo-nos melhor alinhando algumas ideias. Em primeiro lugar, Deus antes “ da  fundação do mundo “ , ou seja , na eternidade  , a Trindade  em plena comunhão , decidiu criar  “ os céus visíveis e invisíveis e a terra “.(Efésios 1:14, João 17:5) Ao criar ,na sua Providência  estabeleceu o que chamamos de Leis da Natureza  a  fim de que tudo acontecesse harmoniosamente ,ou como diz Jó : “ Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar  a terra sobre o nada “.(Jó 26:7) O nada , dentro da cosmovisão da nova física , é “ a não matéria “.( Romanos 4:17) Em segundo  lugar , desta forma  , o Eterno criou, governa e sustenta, do menor ao maior, da queda de um pássaro a explosão de um meteoro. Assim diz Neemias: “ Só tu és Senhor , tu fizeste o céu, o céu dos céus  e todo o seu exército , a terra e tudo  quanto nela há , os mares  e tudo quanto há neles ;e tu os preservas a todos  com vida , e o exército dos céus te adora”.( Neemias 9:6) Observem que Deus cria e preserva. As causas secundárias são os instrumentos para tudo o que Deus criou seja sabiamente sustentado. Neste ato criativo Deus criou o homem e tudo o que o homem  faria , todos os seu pensamentos e atos, inclusive as nossas orações.(Salmo 139)Destarte, a sua e a minha oração o Espírito simplesmente nos assiste quando oramos a fim de fazermos a oração que Deus responde. Não estou dizendo que seja a oração que Deus atende .E , é o Espírito que , a rigor, ora por nós “ uma vez que não sabemos como orar “. (Romanos 8:26-27)Para nós o mais importante é a resposta , mas para Deus é a comunhão, o nosso depender dele, a confiança que nele depositamos. É relação Pai e filho, e não isto e aquilo. Deus nos dá o necessário, livra do mal, preserva-nos, visita-nos com a Sua Graça , sem que peçamos. ( Jó 42: 1-6,Salmo 139)Em terceiro lugar, a oração está ligada vida do orante , Deus não responde a minha nem a sua oração, mas responde a mim e a você.(Isaías 1:15)

LANÇAI DO LADO DIREITO!

Por Pr. Joel Paulo - 13 de abril de 2014

JOÃO 21:1-25

Assim o Senhor  “ ao clarear da madrugada “se encontra com o grupo mais complicado de discípulos, após a ressurreição , à margem do mar de  Tiberíades. Os discípulos  haviam deixado Jerusalém há menos de uma semana desiludidos. Jesus morrera e nada  aconteceu. Desta forma ,Pedro diz aos irmãos: “ Vou pescar!” (v.3) E os outros disseram-lhe: “ Também nós vamos contigo.” A esperança  ruiu, Jesus foi sepultado.. Agora, é sobreviver, e retornar para a mesmice. Quantos de nós ,por diversas e variadas experiências, se decepcionam com Jesus e voltam. Mas, Jesus decepciona alguém? Ou é nós que alimentamos sonhos mirabolantes, não cremos na Sua Palavra? Pois bem, lá estão os discípulos em alto-mar  e durante aquela noite não pegaram nada.(v.3) Entrementes, o Senhor vivo está na praia esperando-os com o desjejum. A Providência é sempre providente! Subitamente, o barco surge na enseada  e para à uma distância de cem metros. E limpando as redes  eles ouvem o estranho  gritar-lhes da praia: “ Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? “(v.5) Eles secamente respondem : “ Não !” Mas, “ o discípulo a quem Jesus amava “,reconhece a voz  em num gesto intuitivo diz a Pedro que estava nu: “ Pedro, é o Senhor!” O frenesi se instala, mas o estranho sugere: “ Lançai a rede do lado direito e achareis!” Meu Deus , que loucura do estranho, dizendo para pescadores profissionais  que em beira de praia há cardume de peixes. Mas, assustadoramente eles obedecem. E o que acontece? “ Assim fizeram e já não podiam puxar a rede , tão era a quantidade  de peixes”.(v.6) João, que  estupefato , acabava de contar gritou: “ Cento e cinqüenta e três grandes peixes!”(v.11) O que estava acontecendo? O que queria o estranho? Continue lendo o texto. Ele tem uma proposta para você. Por que acontece aquele milagre? Por que você precisa de um milagre ? O que queria Jesus dizer com o milagre aos discípulos que o trairam e o abandonaram? Encontre aqui a sua resposta.

O QUE PODE FAZER O JUSTO?

Por Pr. Joel Paulo - 13 de abril de 2014

SALMO 11:1-7

Este salmo é escrito por  Davi   e retrata uma experiência dantesca, temos de lê-la em sua inteireza e trazê-la devidamente interpretada para nós. Se lermos no hebraico é um poema, depois transformado em canto e introduzido na salmodia de Israel. O texto é composto de duas partes. Na primeira , Davi retrata a situação e o que dizem os seus inimigos. Ele é alvo das perseguições de Saul  e de seus sequazes diante do seu estrondoso sucesso  diante dos filisteus. O povo o aplaude descomedidamente. (I Samuel 18:6-10) Saul, então tenta , por maldade, inveja e insensatez , inúmeras vezes , matar “ o belemita , filho de Jessé”.( I Samuel 17:58) Por outro lado , Davi tem nas suas mãos oportunidades de destruir Saul, mas o seu temor a Deus, eu diria, a sua fé e determinação em  confiar na Providência  lhe poupa de tais atrocidades.(Salmo 55) Temor hoje relativizado pela igreja, daí ela produzir gente maluca e doente. (I Samuel 24: 8-15) Além destes fatos , há pressões individuais de assessores de Davi, intimidando-o, ameaçando-o. Entretanto, diante do quadro Davi mostra a cara com uma declaração de fé: “ No  Senhor me refugio”.(v1) Não é teimosia, mas revelação de uma consciência tranquila e fiel a Deus.(Atos 23:1) Por que toda pessoa que tenta, nestes dias ser fiel à sua consciência é considerado uma pessoa polêmica? O cristianismo hoje não admite uma pessoa diferente , se for diferente, parecido com Jesus, gera inveja ,ódio, fato já vaticinado por Jesus.(Lucas 6:26)Mas, Davi é ameaçado de que ?  As sugestões que lhe dão , revelam a hediondez dos inimigos. “Foge ,como pássaro, para o teu monte “. (v1b) Calvino traduz assim: “ Fugi..” insistindo na ideia de que a ameaça é a Davi e aos seus amigos. Em rigor , estão dizendo: “ Davi, a sua presença aqui  nos constrange “. Há uma descrição do que se passa nos bastidores. Na linguagem da época  Davi diz  que há armações demoníacas, decisões tomadas às ocultas   e estão apenas aguardando o tempo oportuno. As decisões estão tomadas, agora cogitam como aplicá-las sem se exporem. E interessante é que  os inimigos reconhecem que Davi e seus amigos  “ são retos de coração “.(v.3) Observem que tal história se repete hoje em qualquer igreja, sem pudor algum. Diante de tal situação ,como reage Davi? É aqui que aprendo com este belemita, tocador  de harpa , fundista excepcional e “ homem segundo o coração de Deus “.Em primeiro lugar, Davi admite que “ os fundamentos da terra estão destruídos “, ou seja, há um estado de total perversidade ,anomia, conivência, silêncio,  de quem deveria preservar a situação. Seria burrice enfrentar tais escaramuças  preparadas meticulosamente? Não esqueçamos , o diabo é sagaz e sabe como destruir quem preserva sua consciência fiel a Deus .Diante , por exemplo, de um Concílio, defenda a sua honra e inocência, mas saiba que  nos bastidores “ os ímpios  já armaram o arco, para às ocultas , dispararem contra os retos de coração “. Coração reto é a luta para sermos fiéis a Palavra de Deus.( Atos 23:1, I João 3:18-20)Em segundo lugar, Davi declara fé nos atos da Providência, ele é um teísta, admitia que Deus governa os mínimos detalhes da vida dos que o amam. Ele diz: “ O Senhor está no seu santo templo “(v.4) Ele descreve o Universo como o templo do Senhor, não é uma igrejinha ,uma repartição pública, a intimidade do casal, o lugar de negócios, um jantar em um restaurante onde se trama as arapucas, onde  se ignora o que o Maligno com voz de cordeiro, postura de cordeiro, cheiro de cordeiro, estrutura tudo. Em terceiro lugar , Davi diz que a Providência não apenas observa, mas julga , prova quem é quem. Ele está atento, nada é esquecido ou olvidado. “ Os seus olhos “ , diz Davi , “ estão atentos , as suas pálpebras sondam os filhos dos homens”.(v.4) Em quarto lugar, este juízo de Deus , é silente, mas justo. Às vezes nem percebemos, pensamos que o Senhor está indiferente, inativo, mas Davi diz “ que Ele ama a violência , a sua alma o abomina “(v.5). Então, com estes 70 anos aprendi uma coisa , aprender a observar, falar o necessário  e crer que sejam quais  forem os resultados estão dentro do campo visual de um Deus Justo. O importante não é o que vejo, mas o que o Senhor faz. Em quinto lugar, aí precisamos ter sensibilidade para perceber qualquer detalhe. Em geral, Deus poupa o justo, tira o justo desta cova  leões, ou como diz Paulo “ entrega os  ímpios  “ a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes; paixões infames ,mudarem a verdade em mentira “ .(Romanos 1:28,26,25) Mas, o mais importante , é não tomar a vingança nas mãos, ela nos destrói. A melhor opção, a  ação  correta é confiar, “ porque Deus é justo; ele ama a justiça , os retos lhe contemplarão a face “.(v.7) Quando tomamos nas mãos a represália, em geral, jogamos a criança com a água suja pela janela.

TU ÉS O ÚNICO?

Por Pr. Joel Paulo - 10 de abril de 2014

LUCAS 24:13-43

A vida monta algumas peças sobre todos nós. Eu , aos meus 70 anos, já não fico intranquilo diante dos contratempos. Como dizia o velho sábio grego Terêncio, “como eu sou humano, nada do que é humano me surpreende”. O homem douto ou indouto, religioso , ateu ou agnóstico, tem em certos momentos  da vida atitudes que ele mesmo ignora porque as toma. O inconsciente sabe, ele não toma decisões por acaso, há uma intencionalidade, mas o seu consciente é tão sensível que camufla o ato inconsciente. Olha o caso deste dois discípulos na estrada do balneário de Emaús distante de Jerusalém cerca de 12  estádios. Estão tristes, decepcionados e irados , sofreram uma grande decepção com Jesus.(v.17) A conversa que desenvolvem não faz sentido , em nenhum momento Jesus lhes deu motivo para o quadro que viviam, mas eles não entenderam porque faltava-lhes o elemento hermenêutico chave  nas  suas cogitações, o entendimento certo da Escritura. Eram sinceros ,mas estavam enganados. Apressaram o tempo, fugiam na hora errada, exatamente na hora em que o que Jesus dissera estava se cumprindo. Este é um ponto que todo cristão precisa ter cuidado,  uma vez que, dizemos que estamos ouvindo a Escritura, mas no íntimo dirigimos o nosso pensamento noutra direção. É como dizia Salomão, “o homem faz planos , mas a resposta certa vem do Senhor”.(Provérbios 16:1) Este é o grande problema do nosso viver com Cristo, dizemos que temos comunhão com Ele ,mas as nossas atitudes, não revelam nem o que dizemos nem o que pensamos, pelo contrário “praticamos o que condenamos “.(Romanos 2:1-2) Na igreja é muito comum, porque na igreja de hoje , acalentamos, mimamos ídolos no coração, há uma secularização  do sagrado, uma familiaridade com a verdade, por isso,  dizemos crer ,mas na prática a história é outra. Homens de Deus fizeram  isto. Davi , Abraão, Jacó .E aí basta que uma placa tectônica se mova na  estrutura do nosso ser , a comunidade vira grupos de todo matiz. Revela-se a pessoa que é incapaz de dizer uma palavra frívola até para o cãozinho de estimação, mas que subitamente entra em erupção pior do que o furação Katrina. Há outros ,  mais sagazes e demoníacos, que geram mexericos nos bastidores.  Por que não fazem  como Jesus: “ Se teu irmão pecar contra ti, vai e conversa com  ele só”? (Mateus 18:15) A iniciativa é do agredido e não do agressor, porque quem ama procura o agressor. Isto acontece com gente velha e gente nova, o pecado não escolhe, aliás , diga-se de passagem, o diabo gosta até dos mais experientes porque pensam que já sabem tudo e não erram mais. Ledo engano! (João 8:9)Outros criam um clima que mais parece o réquiem de  Amadeus, geram um ambiente macabro. A  Igreja nunca ouviu tanto sobre comunhão , mas Deus está mostrando , e isto aos próprios líderes, que tudo é uma grande mentira. É necessário continuarmos a ouvir sobre comunhão. Jesus  então, ouve a conversa de Cleopas e o amigo e pergunta: “ Por que vocês estão  preocupados, o que vocês estão falando mesmo?” Gente decepcionada, que não aceita o outro como ele é ,não conversa abertamente, tem uma mente fértil, insinua sem conhecimento de causa. Sempre pergunte diante de uma crise , por que isto está acontecendo, eu gerei isto, se informe antes de emitir a sua opinião. É isto que a Escritura recomenda. (Deuteronômio 13:12-15) Ali está Jesus, induzindo-os a abrirem o coração com ele e é espantoso como eles descrevem o que estava acontecendo para o estranho. Só faltam chamar Jesus de um impostor. Eles, abismados perguntam ao estranho: “ És tu o único que ignoras os acontecimentos  que se passam em Jerusalém? “ E Jesus provoca  inquirindo-os : “ Quais ? “ Só Deus sabe porque Ele permite que coisas tristes aconteçam entre nós irmãos. Deus ao permitir, não perdeu o controle  .Olhem o que diz  o Senhor: “ Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor, pensamentos de paz e não de mal, para dar o fim que desejais.”(Jeremias 29:11) Que  fim você espera da situação que a Igreja vive? Como você está agindo? Sabe de todas as implicações, se informou de tudo antes de abrir a boca? Aqui é onde Deus  trata com quem é quem. O seu propósito não é indiscriminado. O que você está plantando é o que você colherá. Na mesma terra uns plantam trigo e outros  joio, mas só Deus sabe quem plantou o que.(Gálatas 6: 6-10) É a velha Lei da Reciprocidade.